domingo, 24 de fevereiro de 2013

Os moinhos de Don Quixote de La Mancha em Consuegra, Espanha


É possível que você nunca tenha ouvido falar de uma cidadezinha na Espanha chamada Consuegra. Mas se eu perguntar sobre os famosos moinhos que permeavam as visões alucinadas de Don Quixote garanto que você lembra. Pois Consuegra fica na região conhecida como "La Mancha" e os seus moinhos até hoje muito bem preservados ficaram internacionalmente famosos como "os moinhos de Don Quixote de La Mancha" depois que Miguel de Cervantes escreveu o livro.

Uma pena que justamente no dia em que passamos por lá havia um nevoeiro e muita umidade no ar, o que me deixou imaginando que lindas devem ser as silhuetas dos moinhos no alto da montanha num dia ensolarado.

A cidade de Consuegra é pequena e não tem grandes atrativos, mas se algum dia você estiver lá por perto vale a pena dar uma paradinha para ver os moinhos e se imaginar na história de Don Quixote como eu me imaginei…







terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Toledo Museum of Art - Arte em vidro

Toledo, OH, a cidade onde eu moro, é conhecida como "glass city" por ser o berço de várias empresas tradionais na produção de vidros (garrafas, janelas, pára-brisas de automóveis, vidros para construção, etc).
A tradição se estendeu também à arte e o Toledo Museum of Art conta com uma área dedicada as esculturas em vidro. Vou dividir com vocês umas fotos que eu tirei lá porque arte e belas imagens são sempre inspiradoras.

Imagina ter um lustre desses em casa...Luxo!



Incrível a riqueza de detalhes desse vestido


Esse painel eu queria na minha sala




segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Eliminando uma sacola de plástico de cada vez


Eu sempre procuro fazer a minha parte para economizar os recursos naturais, não poluir, reciclar, enfim, coisas que todos nós cidadãos educados e conscientes temos a obrigação moral de fazer. Então resolvi que a partir de agora vou dividir com vocês idéias e artigos que nos ajudem a por em prática a nossa vontade de preservar o meio ambiente. Sintam-se à vontade para dividir as suas idéias também!

Os que assim como eu vivem nos Estados Unidos sabem que aqui é o país do desperdício, em todos os aspectos. Carros enormes que consomem uma quantidade absurda de combustível, gente que usa pratos e talheres descartáveis em casa no dia-a-dia por pura preguiça de colocar a louça na máquina de lavar, sprinklers ligados para molhar a grama mesmo em dias de chuva, e por aí vai… A Europa está anos-luz à nossa frente em assuntos relacionados à preservação do meio ambiente e temos muito o que aprender com os Europeus, que respeitam muito os seus limitados recursos naturais.

E foi justamente na Alemanha, em 2007, enquanto visitava um casal de amigos brasileiros muito queridos que estavam morando em Colônia (Koln) que eu aprendi a usar sacolas recicláveis. Minha amiga me convidou para ir ao super (eu sou gaúcha e gaúcho não vai ao supermercado, vai ao super...rsrsrsrs) e para minha surpresa ela abriu uma gaveta onde estavam várias sacolas de pano cuidadosamente dobradas. Achei a idéia muito interessante mas fiquei me perguntando se conseguiríamos trazer todas as compras nas sacolas que ela tinha separado para levarmos. Pois e não é que conseguimos? Aprendi que quando a gente sabe que tem um número limitado de sacolas acaba arrumando as compras dentro delas com mais cuidado do que quando usa as sacolas plásticas.

Depois de Colônia eu e meu marido continuamos a nossa viagem pela Alemanha e na nossa próxima visita ao super(mercado) eu comprei duas sacolas de pano para trazer para casa por algo em torno de 1 Euro cada.

De volta das férias eu fui toda contente para o super(mercado) com a minha novidade embaixo do braço. Ainda lembro como se fosse hoje a cara de surpresa do empacotador quando perguntou se eu queria sacola de plástico ou de papel e eu disse "Nenhuma das duas; eu trouxe as minhas próprias sacolas".

Poucos meses depois eu comecei a notar que vários estabelecimentos estavam comecando a vender sacolas reutilizáveis por algo em torno de 1 Dólar, e várias pessoas estavam aderindo a idéia. Eu até brinco que eu fui eu que lancei a moda em North Carolina, estado onde eu morava na época.

De lá para  muita coisa mudou e eu vejo cada vez mais gente levando a sua própria sacola quando vão às compras. Várias lojas vendem sacolas com bonitas estampas e em vários tamanhos e estão sempre lançando "coleções" novas. Virou moda! Tenho que ficar de olho senão acabo comprando mais sacolas só por causa da estampa (olha o desperdício...).

Eu acho que tenho umas 7 ou 8 sacolas reutilizáveis, que mantenho no carro (inclusive as que comprei na Alemanha e que me acompanham até hoje). Quando vou ao super(mercado) não tem como esquecer: elas já estão todas lá me esperando para cumprir a sua função.

Eu sei que no Brasil o pessoal usa as sacolinhas de plástico como saco de lixo, e com certeza é uma forma legal de reciclá-las. Mas da próxima vez que você for ao super(mercado) se pergunte se você realmente precisa de tantos sacos de lixo em casa. Lembre-se que cada sacolinha plástica que você deixa de levar para casa faz a diferença.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Meus livros ganham asas

Eu ainda não me rendi à leitura de livros no tablet. Okay, podem me chamar de jurássica mas eu ainda curto segurar o livro de papel enquanto estou lendo. Além do mais, como praticamente todos os livros que eu compro são usados (em sites como Amazon.com, Booksamillion.com, etc) o livro de papel ainda é bem mais barato.

Mas o que fazer com os livros depois de lê-los? Emprestar para os amigos que tem um gosto literário similar ao meu? Doar para uma biblioteca? Ou simplesmente colocar na estante, onde ficam acumulando poeira por anos, já que salvo algumas exceções normalmente eu não leio o mesmo livro duas vezes?

Quando fui devolver três livros que um amigo tinha me emprestado ele disse que não os queria de volta, que já tinha livros demais em casa. E aí  ele me deu uma ótima idéia: como eu viajo bastante eu deveria largar meus livros em aeroportos, onde eles ajudariam alguém a passar o tempo e teriam a chance de “ganhar asas” indo parar em outras cidades, outros países, até mesmo outros continentes. Adorei a idéia!

Quando viajei para Punta Cana na República Dominicana, separei os livros para “esquecer” no aeroporto de lá. Escrevi uma mensagem contando onde haviam sido comprados e explicando que eles tinha sido deixados ali de propósito, para que tivessem a chance de circular pelo mundo. Larguei os livros perto do portão de embarque para Londres e fiquei torcendo para que as pessoas que os encontraram repitam o exercício para que eles tenham a chance de ir ainda mais longe.

Continuo “esquecendo” livros em aeroportos, e tenho certeza de que todos eles estão mais felizes circulando pelo mundo do que acumulando poeira na estante da minha casa.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Portas e janelas antigas - II

Mais algumas fotos da série portas e janelas antigas. São tantas e tão lindas…


Montepulciano, Itália
Toledo, Espanha

Barcelona, Espanha

Avignon, França
Fontaine de Vaucluse, França

San Gimignano, Itália

Le Baux de Provence, França





Portas e janelas antigas - I

Eu tenho um fascínio por portas e janelas (especialmente se forem antigas) que não sei explicar ao certo de onde vem. Quando viajo fico parando a todo momento para fotografar, é quase impossível resistir. Lembro onde a maioria das fotos foram tiradas, e todas as imagens captaram a minha atenção com a sua beleza que nem sempre é convencional. 

Divido algumas com vocês. 

Aix en Provence, França.
 Essa foto tem um significado especial pois é a fachada do prédio onde ficamos hospedados por uma semana em Setembro, 2012.

Aix en Provence, França

Aix en Provence, França


Veneza, Itália

Lourmarin, França

Montepulciano, Itália
Montepulciano, Itália

Montepulciano, Itália

Siena, Itália
Oberamergau, Alemanha




O pato Aflac

Eu sou apaixonada por animais. Confesso que tenho uma predileção por gatos, inclusive há 13 anos eu pertenço à uma felina chamada Scarlet que adotei com apenas um mês de idade (humanos não são donos de gatos, os gatos são nossos donos). A escolha do nome foi pura casualidade, mas a personalidade da criatura peluda é muito semelhante à da personagem que me serviu de inspiração, Scarlett O' Hara de "...e o Vento Levou". Teimosa, birrenta...uma figura.

Mas o meu amor se extende à maioria dos animais, exceto répteis e anfíbios dos quais eu tenho MUITO medo e prefiro manter uma boa distância. Os patos Canadenses que moram no lago nos fundos da minha casa tem um lugar especial no meu coração. Ao contrário da maioria dos patos dessa espécie que no outono começam a migrar para o Sul dos Estados Unidos em busca de temperaturas mais amenas, esse grupo que mora no nosso lago passa o inverno todo aqui. Eles parecem não ligar para o fato de que a superfície do lago congela, deixando apenas algumas buracos aqui e ali onde a água se mantém em estado líquido e eles se banham como se estivesssem numa piscina de água quente. É muito interessante ficar assistindo à caminhada deles por cima do gelo, escorregando, tentando se equilibrar, como se fosse um balé.

Num dia do verão de 2011 um pato branco simplesmente apareceu misturado aos Canadenses. Não sei de onde ele veio e nem como chegou ao nosso lago, já que ele não voa. Só sei que ele foi aceito pelos outros patos e passou a fazer parte do grupo, apesar da aparência tão diferente. Me apaixonei por ele à primeira vista e resolvi passar a chamá-lo de Aflac, o nome de uma empresa seguradora que tem um pato branco como seu garoto-propaganda.

Observar o Aflac tornou-se um hábito para mim. Todos os dias eu olho para o lago à procura dele e não é difícil avistá-lo de longe por conta da sua cor. Fico com pena quando os outros resolvem sair para passear e simplesmente levantavam vôo deixando ele para trás (como eu já disse, ele não voa). 

Com a chegada do primeiro inverno eu fiquei extremamente preocupada com ele. Afinal, se o lago congelasse totalmente os outros patos poderiam voar à procura de água mas ele não. Eu já estava pensando até em alguma forma de capturar o pato e mantê-lo na nossa garage até que as temperaturas aumentassem um pouco e o gelo do lago derretesse. Meu marido tentava me convencer de que a natureza é sábia e de que o instinto de sobrevivência dele certamente o ajudaria a passar pelo inverno mesmo sem o calorzinho da nossa garage. E foi exatamente o que aconteceu. Ele resistiu!

Bem, aqui estamos nós em pleno Janeiro e apesar de não ter nevado quase nada nesse inverno as temperaturas estao baixíssimas; ontem durante o dia a mínima chegou a -16 graus, com sensação térmica de -23 graus. E o meu Aflac continua lá no lago, nadando e tomando banho num pequeno buraco que se abriu no gelo, aguentando firme. Assim como eu ele deve estar esperando anciosamente pela chegada da primavera, que ainda vai demorar um pouquinho.

Na primavera nascem os filhotinhos dos patos Canadenses e eu acompanho o crescimento deles e o trabalho que as mães passam para controlar os patinhos cobertos de uma penugem amarelinha, tão fofos e tao anciosos para descobrir o mundo à volta deles. Mas elas podem contar com uma ajuda muito especial: sim, o Aflac nada junto com as patas e as suas ninhadas, como se fosse uma babá dedicada tomando conta dos filhotes das amigas.

A natureza é mesmo fascinante...

Scarlet, mau humorada como sempre


Pato Canadense


Aflac e um pato Canadense


Com exceção de duas ou três pequenas áreas a superfície do lago está toda congelada 



Eles estão lá aguentando firme. A foto não capta mas eles brincam na água apesar do frio

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Key West, Florida



Quando o inverno vem chegando aqui no hemisfério Norte os meus pensamentos começam a viajar para lugares mais quentes.

Key West na Flórida  é um dos meus lugares favoritos aqui nos USA; já estive lá duas vezes e com certeza retornarei muitas mais. É a mais famosa das ilhas que formam as chamadas “Florida Keys” e há vôos para lá partindo de vários aeroportos do país. Eu prefiro voar para Miami ou arredores, alugar um carro e dirijir passando por todas as ilhas menores e pela famosa “Seven Mile Bridge”, a ponte que se extende por sete milhas (em torno de 11 Km) sobre o mar e que aparece em vários filmes (entre eles as cenas finais do filme True Lies, com o Arnold Schwarzenegger). 
Seven Mile Bridge
 Na verdade, Key West é o ponto extremo Sul dos USA e fica mais perto de Cuba (144 Km) do que de Miami (256 Km).
Existem muitas pousadas e pequenos hotéis na ilha, para todos os gostos e todos os bolsos. Eu fiquei no Sheraton Suites Key West (muito bom), que fica em frente à Smathers Beach, literalmente é só atravessar a rua para chegar à praia.
Sheraton Suites Key West
Smathers Beach

Key West tem fama de ser um lugar bem liberal se comparado à outras cidades americanas. Nos anos 60 e 70 a cidade atraiu muitos hippies e grupos alternativos, o pessoal da geração “paz e amor”; uma boa parte desse pessoal continua vivendo por lá, dando a ilha um toque zen, relax. 

À noite é muito gostoso caminhar  pelo centrinho, que é lotado de bares, restaurantes e lojinhas, que se concentram principalmente nos arredores da Duval St. Mas antes a parada obrigatória é no Mallory Square, uma praça onde todo mundo se reúne para ver o sol se pôr no mar.    
O agito na hora do pôr-do-sol se concentra em Mallory Square 



Duval Street


sábado, 8 de dezembro de 2012

Praia dos Carneiros em Tamandaré, Pernambuco

A Igreja de São Benedito, na Praia dos Carneiros, foi construída no século XVIII e desde 1930 é preservada por uma das famílias da região.  É de uma simplicidade encantadora...








quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Cinque Terre, Itália


As cinco cidadezinhas encantadoras que compõem a região chamada de “Cinque Terre”, na Riviera Italiana povoam o meu imaginário há muitos anos. Por enquanto tenho que me contentar em olhar as fotos tiradas pelos felizardos que ja visitaram a região, mas um dia eu vou conferir essas belezas de perto…

Corniglia

Manarola

Monterosso al Mare

Riomaggiore

Vernazza

Vários livros novos foram adicionados à pilha!


Há algumas semanas atrás eu reclamei que a minha pilha de livros esperando para serem lidos estava diminuindo e eu estava ficando agoniada…pois a situação já está se revertendo.

Minha irmã me mandou um exemplar do último livro da Martha Medeiros entitulado “Um Lugar na Janela: Relatos de Viagem”.  Parei tudo que eu estava lendo e devorei o livro em dois dias. Viajei com a Martha, me enxerguei em várias situações pelas quais ela passou, me deliciei com as narrativas como se estivesse conversando com uma amiga de muitos anos. Adorei!

Resolvi também dar uma chance à ficção, gênero que não costuma frequentar a minha pilha, e estou lendo “The Girl with the Dragon Tatoo (A Garota com a Tatuagem de Dragão)” do sueco Stieg Larsson, que já virou filme (que eu ainda não assisti). Se eu gostar desse vou engatar a trilogia completa: “The Girl who Played with Fire (A Garota que Brincava com Fogo)”, e “The Girl who Kicked the Hornet’s Nest (A Garota que Chutou o Vespeiro)”.

Empilhei também “The Bonfire of Vanities (A Fogueira das Vaidades) do americano Tom Wolfe. Esse foi escrito em 1987 mas por uma razão ou outra eu acabei nunca lendo. Ambição, racismo e classes sociais (os temas abordados no livro) permanecem atuais então acho que vai ser uma leitura interessante.

Agora com licença que meus livros me esperam…

A experiência única do banho turco

Na minha lista de coisas para fazer em Istambul havia um item do qual eu estava determinada a não abrir mão: o famoso banho turco.

Eu tinha pesquisado na Internet várias opções de “hamam”, que são uma mistura de sauna e casa de massagem (massagem mesmo, nada de “especial”), mas confesso que a idéia de tomar banho junto com outras mulheres que eu nem conheço não me agradava muito. A água do banho delas respingando em mim...sei lá não achei muito higiênico.

Mas como evitar a “coletividade” intrincada na tradição e ainda assim experimentar o banho turco? Quando descobri que o spa do nosso hotel oferecia o banho individual não pensei duas vezes e marquei a minha hora.

Depois de um longo dia de muita caminhada pelas ruas de Istambul eu desci para o spa e encontrei a moça que iria me dar o banho (muito estranho escrever isso). Eu não consegui entender o nome dela e depois de pedir para ela repetir duas vezes resolvi deixar por isso mesmo. Logo de cara ficou claro que ela nao falava inglês e eu não falava o idioma dela, mas através de gestos ela me indicou uma salinha onde eu deveria tirar a roupa, me enrolar numa espécie de canga de algodão e calçar um chinelinho.

Dai ela apontou para a sauna a vapor e com gestos me explicou que eu tinha que ficar lá dentro por meia hora. Talvez se eu tivesse alguém para conversar, me distrair eu até conseguisse aguentar meia hora, mas sozinha...tudo que eu conseguia era pensar que estava sufocando com o vapor. Não sei ao certo quanto tempo eu aguentei, mas como  não estava conseguindo respirar direito decidi dar um basta naquela tortura.

Os próximos passos foram uma sauna seca (dessa eu gostei) e alguns minutos de relaxamento com direito a um suco para me rehidratar. A partir dali a moça tomou coragem e começou a tentar se comunicar comigo. Foi cômico porque ela falava só umas palavras soltas em inglês mas tinha um caderninho com frases e palavras escritas à mão e recorria à ele o tempo todo. Quem me conhece sabe que eu adoro conversar e jamais perderia aquela chance única de bater um papo com alguém de uma cultura diferente da minha. Dei corda e ela se soltou. O que eram para ser alguns minutos de relaxamento antes de eu passar para a sessão de massagem virou uma meia hora, durante a qual nós duas conversamos de tudo um pouco. Ela me contou que era da Armênia, me disse a sua idade, quantos filhos tinha, quantos vezes já tinha sido casada, fez comparações entre os homens armenos e turcos, perguntou sobre os homens brasileiros, falou dos lugares por onde já tinha viajado e muito mais.

Passamos para a sessão de massagem (agora em silêncio para promover o relaxamento) e finalmente o tão esperado grand finale: o banho.

Entramos numa sala redonda, totalmente recoberta de mármore branco, piso, paredes, teto, tudo. No meio da sala havia uma espécie de bancada redonda também de mármore branco onde ela me mandou deitar. Ali caberiam tranquilamente umas 8 pessoas deitadas, mas eu estava contente por ter a bancada toda só para mim. Ela encheu um grande jarro com água quente de uma das 6 pias (de mármore branco, claro) instaladas ao longo da parede e despejou em cima de mim. A partir dai começou uma esfoliação com uma bucha vegetal áspera alternada com enxágues de água quente e fria. Entenderam agora porque eu não queria um banho coletivo? Não tem como evitar de entrar em contato com a água do banho dos outros estando todos deitados sobre a mesma bancada. Ai que nojinho...
Depois de uns bons 15 minutos de esfoliação fantástica, para finalizar ela lavou os meus cabelos. Acabou? Já acabou?

Quando sai do spa a minha pele estava macia como a de um bebê e todo e qualquer vestígio de cansaço tinha sido apagado do meu corpo.  

A moça se despediu de mim como se fossemos amigas de infância, segurou as minhas mãos e me falou um monte de coisas (acho que em armênio) que eu não entendi, mas deixei rolar e sorri em retribuição. Acho que fiz uma amiga na Turquia e nem sequer sei o nome dela...

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Polícia para quem precisa de polícia

Ontem à noite em torno das 7:40 PM alguém tocou a campainha na minha casa. Fiquei um pouco receosa porque eu estava sozinha, não é nada usual no bairro onde eu moro alguém simplesmente bater na sua porta àquela hora da noite, e os meus amigos não tem o costume de aparecer sem telefonar antes.

Eu vi pela janela que era uma rapaz jovem, vestindo o uniforme de uma empresa de telefone e TV a cabo (não a que eu uso) e achei melhor atendê-lo ao invés de fingir que não tinha ninguém em casa. Por via das dúvidas não abri a porta; ao invés, decidi falar com ele por uma fresta da janela. Ele se dirijiu a mim educadamente e queria falar sobre o serviço que a empresa dele oferece. Eu dei um jeito de despachá-lo rapidamente pois achei aquela história muito suspeita...

Imediatamente peguei o telefone e liguei para o 911 (polícia). Expliquei para a atendente que não era uma emergência (pelo menos não ainda) mas que havia uma rapaz suspeito andando pelo bairro, batendo de porta em porta àquela hora da noite e que eu achei que poderia ser um ladrão ou alguém mal intencionado. Passei a descrição dele e ela me disse que mandaria uma viatura para verificar a situação.

Passaram-se 5 minutos (sim, eu fiquei espiando pela janela) e uma viatura da polícia com os faróis e todas as luzes desligadas passou em frente a minha casa.

Mais tarde troquei e-mails com alguns vizinhos e fiquei aliviada ao descobrir que o tal rapaz era mesmo da empresa de telefone e TV a cabo e que dois vizinhos até compraram o serviço que ele estava vendendo.

Eu sei que talvez vocês estivessem esperando um final mais emocionante, tipo o rapaz era mesmo um marginal e foi pego pela polícia tentando entrar na casa de alguém à força. Felizmente não era o caso, mas depois desse episódio eu cheguei à duas conclusões:

1) É ótimo pode confiar na polícia e saber que é só chamar que eles aparecem rapidinho para me proteger

2) Eu vivi a maior parte da minha vida no Brasil, onde a violência me deixava à beira da paranóia. Descobri que mesmo longe é quase impossível me livrar do medo que eu tenho da violência. Mesmo vivendo num lugar onde o  medo não tem razão para se fazer presente acho que vou carregar essa paranóia comigo para sempre, como se fosse uma tatuagem na alma.

Entressafra de bons livros


Depois de visitar a França eu quis aprender um pouquinho mais sobre o comportamento e a cultura Francesa e acabei lendo o livro “Cultural Misunderstandings, The French-American Experience (acho que a tradução seria “Mal-Entendidos Culturais, A Experiência Franco-Americana) de Raymonde Carroll. A autora compara como Franceses e Americanos se comportam/reagem em situacões corriqueiras do cotidiano, como por exemplo receber uma visita em casa, uma conversa com pessoas estranhas ou conhecidas, a forma de educar os filhos e de se relacionar com eles, o relacionamento com os amigos e até a forma de falar ao telephone. Impressionante como pequenas diferenças culturais podem facilmente gerar grandes mal-entendidos…Uma leitura bem interessante.

Mas ando meio indócil ultimamente porque a minha pilha de livros esperando para serem lidos anda meio baixa. Vasculho páginas e páginas no Amazon.com e saio com o meu carrinho de compras vazio. De tempos em tempos passo por uma fase assim…uma espécie de “entressafra de bons livros”.

Finalmente nessa semana as coisas começaram a mudar e acho que a “entressafra” está próxima do fim, pois consegui comprar dois livros de uma vez: Agent Garbo: The Brilliant, Eccentric Secret Agent Who Tricked Hitler and Saved D-Day (Agente Garbo: O Brilhante, Excêntrico Agente Secreto que Enganou Hitler e Salvou o Dia “D”)” de Stephan Talty, e “Neither Black Nor White: Slavery and Race Relations in Brazil and the United States (Nem Preto nem Branco: Escravidão e Relacionamento entre as Raças no Brasil e nos Estados Unidos)” de Carl Degler.  Quando acabar de ler eu divido as minhas impressões com vocês.

Se vocês quiserem me recomendar alguns livros por favor sintam-se à vontade para fazê-lo na seção de comentários aqui do blog ou via email. Eu vou adorar!


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Que saudade da Feira do Livro de Porto Alegre…


No final de semana passado terminou a 58. edição da Feira do Livro de Porto Alegre. Que saudade de passear pela Praça da Alfândega numa tarde abafada de Novembro olhando as novidades, tentando escolher apenas um número razoável de livros para levar para casa e torcendo para não chover (sempre chove durante a Feira do Livro de Porto Alegre).

Lastimei ainda mais não estar lá no Sábado à tarde para ir à seção de autógrafos do último livro da Martha Medeiros entitulado “Um Lugar na Janela: Relatos de Viagem”. 
Mas já fiquei sabendo que a minha querida irmã Sabrina está me mandando um exemplar do livro, pelo qual eu vou esperar anciosamente…Oba! Oba! Oba!