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domingo, 13 de julho de 2014

Portas e janelas antigas - IV


Uma coleção de janelas alemãs. Minha singela homenagem à Alemanha por ter vencido a Copa do Mundo 2014 no Brasil. Vitória merecida!
 
Koln

Koln

Koln
 



Oberwesel

Oberamergau
 

Eltville

terça-feira, 7 de maio de 2013

Aprendendo a andar de bicicleta


A gente acha que todo mundo sabe andar de bicicleta, né? Afinal, é uma coisa que uma vez que aprende a gente nunca mais esquece, mesmo que fique muitos anos sem andar. Bem, ao que parece não é bem assim...

Hoje pela manhã eu estava dirijindo para o trabalho ouvindo a NPR (National Public Radio), que é uma estação de rádio ótima que transmite notícias nacionais e internacionais, além de matérias sobre os mais variados temas conduzidas por jornalistas inteligentes, sem as bobagens habituais dos chamados "talk shows". Dai eles começaram a falar sobre um curso para ensinar adultos a andar de bicicleta. Isso mesmo! Pensei logo "o que esse povo não inventa...". Mas assim que comecei a ouvir a reportagem me dei conta de que é uma proposta interessante.

O curso é ministrado na capital dos Estados Unidos, Washington, D.C. e direcionado para adultos. A reportagem acompanhou um grupo de 20 alunos, com idades variando entre os vinte e poucos aos cinquenta e muitos. Por razões variadas eles nunca tinham aprendido a andar de bicicleta quando eram crianças, e depois com a vida adulta acabaram deixando o assunto de lado. Alguns nunca tinham se interessado, outros sempre tiveram medo de cair, outros haviam caído e se machucado e ficaram traumatizados, e por aí vai.

Para esse grupo de 20 pessoas haviam 6 instrutores, que movidos de muita paciência iam ajudando cada aluno a vencer os seus medos e se equilibrar nas bikes. Muito interessante ouvir as risadas, os gritinhos de satisfação quando finalmente conseguiam sair pedalando.

A reportagem acabou e eu fiquei imaginando aquelas pessoas pedalando pelas ruas de Washington, recuperando o tempo perdido...

Que pessoas criativas continuem “inventando moda” para ajudar outras pessoas a encontrarem satisfação em prazeres simples como andar de bicicleta.



Férias em Porto Alegre

Voltei! Depois do último post eu dei uma pausa no blog para organizar a minha viagem ao Brasil para visitar minha família e amigos. Por conta dos compromissos de trabalho fiquei por lá apenas 10 dias, mas foram muito bem aproveitados.

Já que a viagem seria curta, eu e meu marido decidimos ficar exclusivamente em Porto Alegre e arredores, dedicando todo o nosso tempo às pessoas queridas das quais sentimos tanta falta. Obviamente não conseguimos encontrar todos que gostaríamos, pois para atingir esse objetivo nossos dias teriam que ter muito mais do que 24 horas...

Eu nunca tinha viajado para Porto Alegre em Abril e tive uma grata surpresa pois consegui adquirir uma passagem aérea Detroit/São Paulo/Porto Alegre com um preço bem em conta e outra usando milhas acumuladas (vou escrever um post com dicas sobre como acumular milhas com companhias aéreas e a melhor forma de usá-las).

Eu estava anciosa para curtir um calorzinho por lá, afinal, o calendário insistia em dizer que a primavera já havia chegado aqui em Toledo, mas as temperaturas ainda estavam mais para inverno do que qualquer outra coisa. No entanto, fiquei aliviada com as temperaturas amenas com que fomos presenteados durante a nossa estada na cidade, que no verão é conhecida como "Forno Alegre".

Haviam MUITAS atividades, visitas, passeios e comilanças para serem encaixados num espaço de poucos dias. Não foi fácil, mas aí vai uma lista de algumas coisas que eu não poderia ter deixado de fazer:

1) Passar uma noite em Canela, tomar aquele super café da manhã de hotel da serra gaúcha, passear pelas ruas cada vez mais lindas, limpas e bem cuidadas de Gramado e Canela, comer sequência de fondue (queijo, carne e chocolate), comer rodízio de galeto com massas (eu avisei sobre as comilancas...), caminhar mais um pouco para gastar uma fração das calorias ingeridas.

2) Caminhar pelo Brique da Redenção numa ensolarada manhã de domingo.

3) Comer "Xis", que na minha opinião e mais uma idéia que os brasileiros importaram e aperfeiçoaram (assim como a pizza). Não existe hambúrguer que consiga competir com um "Xis" feito com capricho.

4) Comer pastéis, que se juntam ao "Xis" na lista de comidas que eu amo e sinto falta.

5) Visitar a "Feira da Loucura por Sapatos" no parque de exposições da FENAC em Novo Hamburgo. Só quem AMA sapatos entende porque eu não poderia perder um evento desses. Eu tive o privilégio de visitar numa terça-feira pela manhã, quando pouquíssimas pessoas caminhavam pelos estandes e pude experimentar todos os sapatos que gostei sem ter que disputá-los no tapa com um bando de mulheres enlouquecidas. Mas que fique registrado que me contive e só comprei dois pares!


6) Visitar alguns amigos queridos e me sentir culpada por não ter conseguido visitar outros tantos de quem sinto saudades.


7) Ir ao supermercado para comprar uma longa lista de items que depois tiveram que ser cuidadosamente espremidos dentro das malas na volta para casa. A lista inclui (mas não se limita a) biscoito recheado Bono sabor chocolate, farofa pronta, mistura para pão de queijo, doce de leite, goiabada, bombom Sonho de Valsa, Bis, cachaça, erva de chimarrão, suco de maracujá, café, chá mate Leão...e por aí vai. Depois é só ficar torcendo para o fiscal da imigração americana não implicar e resolver jogar alguma dessas preciosidades no lixo. Sacrilégio!
Não conheço nenhum brasileiro expatriado que volte para casa sem uma mala abarrotada de comidas das quais sente falta.

Faltou assistir um show ou peça no Teatro São Pedro, ver o pôr-do-sol no Guaíba, caminhar no Parcão, visitar a Arena do Grêmio, ver um filme brasileiro no cinema, ir à uma noite de autógrafos da Martha Medeiros...e a lista segue longa.

Mas a vida de expatriada é assim mesmo…A cada viagem ao Brasil tento me desdobrar em várias para ver, fazer, abraçar, comer, visitar, revisitar, resgatar, relembrar, agradar...tudo ao mesmo tempo.
Volto para casa drenada e refeita, cansada mas satisfeita, já pensando na próxima visita.




segunda-feira, 18 de março de 2013

"Um gato de rua chamado Bob", uma história de amor


Eu sempre acreditei que os animais são a fonte do mais puro e desinteressado amor que o ser humano pode encontrar. Eles não se importam se você é rico ou pobre, feio ou bonito, inteligente ou nem tanto; se você amar um animal ele vai amar você de volta. Respeito quem não gosta de animais seja por quais forem as razões, mas confesso que não entendo.
Para aqueles que como eu amam os animais e acreditam que nada nessa vida acontece por acaso, eu recomendo o livro "Um gato de rua chamado Bob" ("A Street Cat named Bob") do autor James Bowen. Acabei de ler e adorei! Ele conta a história (real) de como o gato Bob entra na vida de James, despertando sentimentos adormecidos e transformando a sua vida para sempre.
A linguagem do livro é super simples, mas mostra com  perfeição como um amor genuíno traz à tona o que as pessoas tem de melhor. Imperdível!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Portas e janelas antigas - III




Elas estão pelo mundo afora, embelezando e atiçando a minha curiosidade. Que vontade de dar uma espiada para saber o que se esconde por trás dessas portas e janelas...


Oberwesel, Alemanha


Gordes, França
Orvieto, Itália
St. Remy de Provence, França

Toledo, Espanha


Veneza, Itália


Ramatuelle, França


Montepulciano, Itália


Roussillon, França


Avignon, França


Fontaine de Vaucluse, França







sábado, 26 de janeiro de 2013

Meus livros ganham asas

Eu ainda não me rendi à leitura de livros no tablet. Okay, podem me chamar de jurássica mas eu ainda curto segurar o livro de papel enquanto estou lendo. Além do mais, como praticamente todos os livros que eu compro são usados (em sites como Amazon.com, Booksamillion.com, etc) o livro de papel ainda é bem mais barato.

Mas o que fazer com os livros depois de lê-los? Emprestar para os amigos que tem um gosto literário similar ao meu? Doar para uma biblioteca? Ou simplesmente colocar na estante, onde ficam acumulando poeira por anos, já que salvo algumas exceções normalmente eu não leio o mesmo livro duas vezes?

Quando fui devolver três livros que um amigo tinha me emprestado ele disse que não os queria de volta, que já tinha livros demais em casa. E aí  ele me deu uma ótima idéia: como eu viajo bastante eu deveria largar meus livros em aeroportos, onde eles ajudariam alguém a passar o tempo e teriam a chance de “ganhar asas” indo parar em outras cidades, outros países, até mesmo outros continentes. Adorei a idéia!

Quando viajei para Punta Cana na República Dominicana, separei os livros para “esquecer” no aeroporto de lá. Escrevi uma mensagem contando onde haviam sido comprados e explicando que eles tinha sido deixados ali de propósito, para que tivessem a chance de circular pelo mundo. Larguei os livros perto do portão de embarque para Londres e fiquei torcendo para que as pessoas que os encontraram repitam o exercício para que eles tenham a chance de ir ainda mais longe.

Continuo “esquecendo” livros em aeroportos, e tenho certeza de que todos eles estão mais felizes circulando pelo mundo do que acumulando poeira na estante da minha casa.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Portas e janelas antigas - II

Mais algumas fotos da série portas e janelas antigas. São tantas e tão lindas…


Montepulciano, Itália
Toledo, Espanha

Barcelona, Espanha

Avignon, França
Fontaine de Vaucluse, França

San Gimignano, Itália

Le Baux de Provence, França





Portas e janelas antigas - I

Eu tenho um fascínio por portas e janelas (especialmente se forem antigas) que não sei explicar ao certo de onde vem. Quando viajo fico parando a todo momento para fotografar, é quase impossível resistir. Lembro onde a maioria das fotos foram tiradas, e todas as imagens captaram a minha atenção com a sua beleza que nem sempre é convencional. 

Divido algumas com vocês. 

Aix en Provence, França.
 Essa foto tem um significado especial pois é a fachada do prédio onde ficamos hospedados por uma semana em Setembro, 2012.

Aix en Provence, França

Aix en Provence, França


Veneza, Itália

Lourmarin, França

Montepulciano, Itália
Montepulciano, Itália

Montepulciano, Itália

Siena, Itália
Oberamergau, Alemanha




O pato Aflac

Eu sou apaixonada por animais. Confesso que tenho uma predileção por gatos, inclusive há 13 anos eu pertenço à uma felina chamada Scarlet que adotei com apenas um mês de idade (humanos não são donos de gatos, os gatos são nossos donos). A escolha do nome foi pura casualidade, mas a personalidade da criatura peluda é muito semelhante à da personagem que me serviu de inspiração, Scarlett O' Hara de "...e o Vento Levou". Teimosa, birrenta...uma figura.

Mas o meu amor se extende à maioria dos animais, exceto répteis e anfíbios dos quais eu tenho MUITO medo e prefiro manter uma boa distância. Os patos Canadenses que moram no lago nos fundos da minha casa tem um lugar especial no meu coração. Ao contrário da maioria dos patos dessa espécie que no outono começam a migrar para o Sul dos Estados Unidos em busca de temperaturas mais amenas, esse grupo que mora no nosso lago passa o inverno todo aqui. Eles parecem não ligar para o fato de que a superfície do lago congela, deixando apenas algumas buracos aqui e ali onde a água se mantém em estado líquido e eles se banham como se estivesssem numa piscina de água quente. É muito interessante ficar assistindo à caminhada deles por cima do gelo, escorregando, tentando se equilibrar, como se fosse um balé.

Num dia do verão de 2011 um pato branco simplesmente apareceu misturado aos Canadenses. Não sei de onde ele veio e nem como chegou ao nosso lago, já que ele não voa. Só sei que ele foi aceito pelos outros patos e passou a fazer parte do grupo, apesar da aparência tão diferente. Me apaixonei por ele à primeira vista e resolvi passar a chamá-lo de Aflac, o nome de uma empresa seguradora que tem um pato branco como seu garoto-propaganda.

Observar o Aflac tornou-se um hábito para mim. Todos os dias eu olho para o lago à procura dele e não é difícil avistá-lo de longe por conta da sua cor. Fico com pena quando os outros resolvem sair para passear e simplesmente levantavam vôo deixando ele para trás (como eu já disse, ele não voa). 

Com a chegada do primeiro inverno eu fiquei extremamente preocupada com ele. Afinal, se o lago congelasse totalmente os outros patos poderiam voar à procura de água mas ele não. Eu já estava pensando até em alguma forma de capturar o pato e mantê-lo na nossa garage até que as temperaturas aumentassem um pouco e o gelo do lago derretesse. Meu marido tentava me convencer de que a natureza é sábia e de que o instinto de sobrevivência dele certamente o ajudaria a passar pelo inverno mesmo sem o calorzinho da nossa garage. E foi exatamente o que aconteceu. Ele resistiu!

Bem, aqui estamos nós em pleno Janeiro e apesar de não ter nevado quase nada nesse inverno as temperaturas estao baixíssimas; ontem durante o dia a mínima chegou a -16 graus, com sensação térmica de -23 graus. E o meu Aflac continua lá no lago, nadando e tomando banho num pequeno buraco que se abriu no gelo, aguentando firme. Assim como eu ele deve estar esperando anciosamente pela chegada da primavera, que ainda vai demorar um pouquinho.

Na primavera nascem os filhotinhos dos patos Canadenses e eu acompanho o crescimento deles e o trabalho que as mães passam para controlar os patinhos cobertos de uma penugem amarelinha, tão fofos e tao anciosos para descobrir o mundo à volta deles. Mas elas podem contar com uma ajuda muito especial: sim, o Aflac nada junto com as patas e as suas ninhadas, como se fosse uma babá dedicada tomando conta dos filhotes das amigas.

A natureza é mesmo fascinante...

Scarlet, mau humorada como sempre


Pato Canadense


Aflac e um pato Canadense


Com exceção de duas ou três pequenas áreas a superfície do lago está toda congelada 



Eles estão lá aguentando firme. A foto não capta mas eles brincam na água apesar do frio

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Vários livros novos foram adicionados à pilha!


Há algumas semanas atrás eu reclamei que a minha pilha de livros esperando para serem lidos estava diminuindo e eu estava ficando agoniada…pois a situação já está se revertendo.

Minha irmã me mandou um exemplar do último livro da Martha Medeiros entitulado “Um Lugar na Janela: Relatos de Viagem”.  Parei tudo que eu estava lendo e devorei o livro em dois dias. Viajei com a Martha, me enxerguei em várias situações pelas quais ela passou, me deliciei com as narrativas como se estivesse conversando com uma amiga de muitos anos. Adorei!

Resolvi também dar uma chance à ficção, gênero que não costuma frequentar a minha pilha, e estou lendo “The Girl with the Dragon Tatoo (A Garota com a Tatuagem de Dragão)” do sueco Stieg Larsson, que já virou filme (que eu ainda não assisti). Se eu gostar desse vou engatar a trilogia completa: “The Girl who Played with Fire (A Garota que Brincava com Fogo)”, e “The Girl who Kicked the Hornet’s Nest (A Garota que Chutou o Vespeiro)”.

Empilhei também “The Bonfire of Vanities (A Fogueira das Vaidades) do americano Tom Wolfe. Esse foi escrito em 1987 mas por uma razão ou outra eu acabei nunca lendo. Ambição, racismo e classes sociais (os temas abordados no livro) permanecem atuais então acho que vai ser uma leitura interessante.

Agora com licença que meus livros me esperam…

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Polícia para quem precisa de polícia

Ontem à noite em torno das 7:40 PM alguém tocou a campainha na minha casa. Fiquei um pouco receosa porque eu estava sozinha, não é nada usual no bairro onde eu moro alguém simplesmente bater na sua porta àquela hora da noite, e os meus amigos não tem o costume de aparecer sem telefonar antes.

Eu vi pela janela que era uma rapaz jovem, vestindo o uniforme de uma empresa de telefone e TV a cabo (não a que eu uso) e achei melhor atendê-lo ao invés de fingir que não tinha ninguém em casa. Por via das dúvidas não abri a porta; ao invés, decidi falar com ele por uma fresta da janela. Ele se dirijiu a mim educadamente e queria falar sobre o serviço que a empresa dele oferece. Eu dei um jeito de despachá-lo rapidamente pois achei aquela história muito suspeita...

Imediatamente peguei o telefone e liguei para o 911 (polícia). Expliquei para a atendente que não era uma emergência (pelo menos não ainda) mas que havia uma rapaz suspeito andando pelo bairro, batendo de porta em porta àquela hora da noite e que eu achei que poderia ser um ladrão ou alguém mal intencionado. Passei a descrição dele e ela me disse que mandaria uma viatura para verificar a situação.

Passaram-se 5 minutos (sim, eu fiquei espiando pela janela) e uma viatura da polícia com os faróis e todas as luzes desligadas passou em frente a minha casa.

Mais tarde troquei e-mails com alguns vizinhos e fiquei aliviada ao descobrir que o tal rapaz era mesmo da empresa de telefone e TV a cabo e que dois vizinhos até compraram o serviço que ele estava vendendo.

Eu sei que talvez vocês estivessem esperando um final mais emocionante, tipo o rapaz era mesmo um marginal e foi pego pela polícia tentando entrar na casa de alguém à força. Felizmente não era o caso, mas depois desse episódio eu cheguei à duas conclusões:

1) É ótimo pode confiar na polícia e saber que é só chamar que eles aparecem rapidinho para me proteger

2) Eu vivi a maior parte da minha vida no Brasil, onde a violência me deixava à beira da paranóia. Descobri que mesmo longe é quase impossível me livrar do medo que eu tenho da violência. Mesmo vivendo num lugar onde o  medo não tem razão para se fazer presente acho que vou carregar essa paranóia comigo para sempre, como se fosse uma tatuagem na alma.

Entressafra de bons livros


Depois de visitar a França eu quis aprender um pouquinho mais sobre o comportamento e a cultura Francesa e acabei lendo o livro “Cultural Misunderstandings, The French-American Experience (acho que a tradução seria “Mal-Entendidos Culturais, A Experiência Franco-Americana) de Raymonde Carroll. A autora compara como Franceses e Americanos se comportam/reagem em situacões corriqueiras do cotidiano, como por exemplo receber uma visita em casa, uma conversa com pessoas estranhas ou conhecidas, a forma de educar os filhos e de se relacionar com eles, o relacionamento com os amigos e até a forma de falar ao telephone. Impressionante como pequenas diferenças culturais podem facilmente gerar grandes mal-entendidos…Uma leitura bem interessante.

Mas ando meio indócil ultimamente porque a minha pilha de livros esperando para serem lidos anda meio baixa. Vasculho páginas e páginas no Amazon.com e saio com o meu carrinho de compras vazio. De tempos em tempos passo por uma fase assim…uma espécie de “entressafra de bons livros”.

Finalmente nessa semana as coisas começaram a mudar e acho que a “entressafra” está próxima do fim, pois consegui comprar dois livros de uma vez: Agent Garbo: The Brilliant, Eccentric Secret Agent Who Tricked Hitler and Saved D-Day (Agente Garbo: O Brilhante, Excêntrico Agente Secreto que Enganou Hitler e Salvou o Dia “D”)” de Stephan Talty, e “Neither Black Nor White: Slavery and Race Relations in Brazil and the United States (Nem Preto nem Branco: Escravidão e Relacionamento entre as Raças no Brasil e nos Estados Unidos)” de Carl Degler.  Quando acabar de ler eu divido as minhas impressões com vocês.

Se vocês quiserem me recomendar alguns livros por favor sintam-se à vontade para fazê-lo na seção de comentários aqui do blog ou via email. Eu vou adorar!


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Que saudade da Feira do Livro de Porto Alegre…


No final de semana passado terminou a 58. edição da Feira do Livro de Porto Alegre. Que saudade de passear pela Praça da Alfândega numa tarde abafada de Novembro olhando as novidades, tentando escolher apenas um número razoável de livros para levar para casa e torcendo para não chover (sempre chove durante a Feira do Livro de Porto Alegre).

Lastimei ainda mais não estar lá no Sábado à tarde para ir à seção de autógrafos do último livro da Martha Medeiros entitulado “Um Lugar na Janela: Relatos de Viagem”. 
Mas já fiquei sabendo que a minha querida irmã Sabrina está me mandando um exemplar do livro, pelo qual eu vou esperar anciosamente…Oba! Oba! Oba!

domingo, 4 de novembro de 2012

Aposentadoria sem amarras

Recentemente uma amiga postou no Facebook um link para um artigo publicado pelo “The Wall Street Journal” que imediatamente chamou minha atenção. Era sobre um casal de americanos aposentados que descrevia como venderam tudo o que tinham (casa, móveis, carro, tudo) e começaram a morar em casas e apartamentos alugados por períodos relativamente curtos em diversas cidades do mundo.

Ainda falta um bom tempo para eu me aposentar, mas quando chegar a hora, é exatamente assim que eu gostaria de viver a minha vida, morando um pouco em cada lugar, conhecendo melhor a cultura, os hábitos e as pessoas.

Ai vai o link para o blog e a website que eles criaram para contar por onde andam e o que andam fazendo.  Eu virei seguidora dos dois.

Home Free Blog (English)

Home Free Retirement Website (English)

sábado, 3 de novembro de 2012

Love, Life and Elephants

Para quem como eu ama os animais, recomendo o livro “Love, Life and Elephants” da escritora Daphne Sheldrick (infelizmente acho que ainda não foi traduzido para o Português). Ele conta a história de um trabalho belíssimo de proteção aos elefantes e rinocerontes no Kenya, iniciado há muitos anos por Daphne e o marido David Sheldrick (já falecido).

Além do tema principal de preservação dos animais no seu habitat natural, o livro traz como pano de fundo o amor que uniu os dois por décadas. Lindo!


A website “The David Sheldrick Wildlife Trust” traz os últimos updates sobre o que acontece na fundação e fotos dos órfãos que eles resgatam.



sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Aniversário de 1 mês do blog!

Há exatamente um mês eu tomei coragem e publiquei o primeiro post do blog. Confesso que fiquei super insegura, morrendo de medo do sentimento de rejeição que provavelmente tomaria conta de mim se ninguém se interessasse em acessar e ler o que escrevo.

Afinal, quem é essa mulher que ninguém conhece e que de uma hora para outra resolve começar a contar das suas viagens e das coisas mundanas que lhe interessam? Ah, no mínimo é uma metida querendo se exibir porque se acha "a última bolachinha do pacote" (eu adoro essa expressão! Não perco uma chance de usá-la desde que ouvi pela primeira vez da minha querida irmã Sabrina).

Pois para minha surpresa, o blog é um sucesso internacional! Quando decidi escrever em Português estava consciente de que limitaria a minha audiência, mas eu tinha que escrever no idioma que é mais próximo do meu coração...Mas  além do Brasil e dos Estados Unidos tem gente acessando na França, Alemanha, Rússia e até na Turquia!!! E não estou falando de um ou dois acessos não: são centenas! Como é que eu não vou me achar "a última bolachinha do pacote"???

Brincadeiras à parte, eu gostaria de agradecer do fundo do coração a todos que dedicam alguns minutos do seu precioso tempo para ler as minhas histórias. Alguns são amigos queridos que vieram me dizer que acessaram e gostaram, mas a grande maioria é uma audiência anônima (as regras de privacidade do Google só me permitem saber de que países o blog foi acessado) e talvez eu nunca tenha o prazer de conhecê-los. Mas eu tenho uma certeza: estamos conectados pela vontade de aprender mais e mais sobre esse mundo em que vivemos, que pode ser fascinante, desde que tenhamos a humildade de olhar para tudo e para todos com os olhos curiosos das crianças que um dia fomos.

Muito obrigada!!!!! Abraços calorosos para todos vocês!!!!

sábado, 27 de outubro de 2012

O sapato vermelho



Recentemente comprei o primeiro par de sapatos vermelhos da minha vida adulta. Eu tive sapatos vermelhos quando era criança  mas aqueles não contam pois foi minha mãe que os escolheu para mim. Esse fui eu que comprei e além de ser lindo, estiloso e vermelho é especial porque é novidade.

Um contentamento quase infantil tomou conta de mim e me dei conta do quanto é importante experimentar coisas novas, coisas que a gente nunca fez antes.

Não precisa ser nada complicado. Podemos começar escolhendo um caminho diferente para ir do trabalho para casa, comendo alguma coisa que nunca comemos antes, lendo um livro de um gênero que nunca exploramos antes, e por aí vai...

O importante é nos renovarmos constantemente, não deixando que os nossos sentidos fiquem adormecidos pela mesmice da rotina. 

sábado, 13 de outubro de 2012

Senso de direção…eu não tenho

Meu senso de direção é quase inexistente. Meu marido se diverte com esse meu “defeito de fabricação” e diz que não entende como eu viajo tanto sozinha a trabalho e não me perco.

Essa história de Norte, Sul, Leste, Oeste não funciona comigo. Sabe quando a gente simplesmente não consegue absorver uma informação, quando entra por um ouvido e sai pelo outro? Pois essa sou eu se alguém tentar me ensinar a chegar à algum lugar usando os tais “pontos cardeais”. Cardeal para mim é um passarinho lindo que de vez em quando eu vejo no meu quintal. Antes do sensacional GPS me dizendo passo a passo como chegar ao meu destino a minha salvação era o Google Maps (aqui nos USA) ou o Guia Michelin (na Europa), que eu imprimia religiosamente antes de me aventurar por aí.

Moro há anos na mesma casa e sei apontar de que lado nasce o sol, porque ele banha a mesa onde fazemos as refeições com uma luz tão intensa que quase preciso de óculos escuros para tomar o café da manha. Mas não venha me perguntar se daquele lado é Leste ou Oeste porque eu não sei...

Se eu tenho que ensinar alguém a chegar à algum lugar, gosto mesmo é de me guiar por pontos de referência. “Segue a rua tal até chegar no shopping, daí dobra à direita e continua até chegar no colégio tal...”, “sobe a 24 de Outubro até chegar no Parcão.”

O problema é quando um estabelecimento fecha ou muda de nome e a única coisa que me vem à cabeca é o antigo nome da loja, farmácia ou supermercado que ficava lá naquela esquina antes da mudança. Bom, daí eu corro o risco de passar por desatualizada, ou pior de ser olhada como um dinossauro se eu puxar nomes como Hipo Incosul, Mesbla, Supermercado Dosul que serviram como ponto de referência por muitos anos da minha vida mas que hoje só existem na memória. Lembra?

terça-feira, 9 de outubro de 2012

“Ricos são voces, eu sou é chic!” Frase da Radical Chic que um amigo muito querido me mandou. Adorei! A vida é curta e temos que aproveitar cada um dos pequenos prazeres que ela nos oferece.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Vem comigo?

Adoro viajar e sempre tive vontade de relatar minhas viagens. Os preparativos e a expectativa que antecedem a partida, o friozinho na barriga de chegar ao destino tão sonhado, as descobertas e o prazer de explorar lugares que fizeram parte da minha lista por muito tempo, esperando pacientemente chegar a sua vez. E as fotos, claro, pois adoro registrar tudo para depois recordar (e reviver) as emoções de cada viagem. Vou começar escrevendo sobre algumas das viagens que já fiz, e espero poder continuar relatando mais e mais experiências à medida que eu for me perdendo por esse mundo afora.
 
Já que infelizmente eu não posso passar o ano inteiro viajando (coisa que eu adoraria fazer), nos intervalos das viagens usarei o blog para registrar meus comentários e divagações sobre coisas interessantes e inspiradoras.
 
O meu mantra: “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”.
 
Partimos agora!