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sábado, 13 de outubro de 2012

Bonnieux e Lacoste

Guardo ótimas lembranças de Bonnieux, especialmente de alguns moradores muito simpáticos que conhecemos na feira, vendendo frutas e verduras, queijos, cerâmicas e lindas telas pintadas com paisagens da região.






Quando eu disse ao dono da banca de queijos que éramos do Brasil ele puxou o telefone e começou a me mostrar fotos que tinha tirado numa viagem à Foz do Iguaçu e Pantanal. Ele desandou a me contar sobre a viagem e mesmo sem saber quase nada de Francês eu consegui entender muita coisa. Essa foi apenas uma das muitas ocasiões da viagem em que com paciência e boa vontade eu consegui me comunicar mesmo numa língua que eu não falo.
E para completar esse agradável encontro ele nos deu de presente uma generosa porção dessas deliciosas tapenades aí da foto para levarmos para casa.
São essas coisas singelas que aquecem o meu coração...Joie de vivre.



A arte de fazer queijos que os franceses dominam tão bem. Enche os olhos e dá água na boca...






O colorido das frutas e verduras fresquinhas arranjadas nas bancas com capricho.



Encontrei até um restaurante com o meu nome...okay...parecido...





Da estrada saindo de Bonnieux avistamos uma outra cidadezinha no alto da montanha e não parecia muito longe. Tratava-se da minúscula Lacoste.


Chegamos lá no que deveria ser a hora da sesta, pois as ruas estavam praticamente desertas, com exceção apenas de uns poucos turistas.







As ruas são muito íngremes e com calçamento irregular; um verdadeiro exercício chegar até o castelo que foi do Marquês de Sade e que é aberto a visitação (não entrei no castelo). Talvez o ilustre e esquisito dono tenha escolhido o lugar de difícil acesso para fazer seus visitantes sofrerem um pouco...sei lá...dizem que era disso que ele gostava, né?




Mas a vista do pátio dos castelo compensa o esforço...






quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O centro histórico de Avignon é  todo murado e vários portões dão acesso ao coração da cidade.

 
Avignon foi residência dos papas entre os anos de 1309 a 1377, e a principal atração é justamente o Palácio dos Papas, que foi construído entre os anos de 1334 e 1348. O palácio é muito bem preservado e para quem gosta de museus e de história vale a pena reservar pelo menos 1 hora para visitar com  calma todos os ambientes, acompanhando as explicações do ótimo áudio incluído no preço do ingresso (eu fiquei mais de 2 horas).
 
 

 
 
A arquitetura dos prédios é rica em detalhes…
 
 
 
 
...e apesar de que só restam quatro dos vinte e dois arcos originais a famosa Ponte San Bénezet ainda é muito visitada.
 
 
 
Arles foi uma importante província Romana e preserva muito bem o seu passado, principalmente o Anfiteatro (ou arena) construído no ano I D.C., e que até hoje é palco de touradas, concertos e festivais. Me senti como se estivesse num mini Coliseu...
 
 

 


Van Gogh mudou-se de Paris para Arles em 1888, e lá encontrou inspiração para pintar alguns de seus famosos quadros, como “Quarto em Arles” e “A Casa Amarela”.

File:Van Gogh - Das gelbe Haus (Vincents Haus)2.jpeg
 
 
File:VanGogh Bedroom Arles1.jpg
 
 
As construções de Le Baux de Provence são rústicas e parecem ser uma continuação das rochas que as sustentam. A cidade é pequena mas cheia de cantinhos que pedem para ser fotografados.
 




 
Saint Rémy de Provence parece uma cidade cenográfica, tudo enfeitadinho, portas e janelas coloridas, flores por todos os lados.
 
 

 



 
 
Uma pena que esse restaurante estava fechado, pois a decoração era muito legal (minha foto não ficou muito boa porque eu tirei através da porta de vidro). Tenho que voltar lá um dia para provar a comida…
 


 

 
É em Saint Rémy que fica a Clinique de Saint Paul, onde Van Gogh foi internado quando cortou parte da própria orelha.
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 9 de outubro de 2012



Quando estávamos chegando em Saint Tropez ficamos presos num engarrafamento no trânsito e demoramos praticamente 1 hora para vencer menos de 10 Km.  Fiquei surpresa afinal era Setembro e achei que passado o movimento do verão a cidade estaria mais calma. Com uma boa dose de paciência finalmente conseguimos deixar o carro num estacionamento e sair para conhecer um pouco do pequeno vilarejo que Brigitte Bardot tornou internacionalmente conhecido e que hoje é destino de ricos e famosos.

Há muito glamour nos iates luxuosos ancorados na marina e nas lojas de griffes famosas espremidas nas ruazinhas estreitas, mas também há uma elegância sutil, que se faz notar nas mansões antigas com muros altos, protejendo os seus moradores das hordas de turistas que invadem a cidade diariamente.
 
 
 
 


O dia que havia começado meio nublado foi ficando ensolarado e esse foi o convite para darmos uma espiada nas badaladas praias.

A praia de Pampelonne é longa, cheia de bares e restaurantes, mas também tem lugar para quem quer simplesmente estender a toalha na areia e relaxar. A água tem uma bela cor azul-turquesa e lamentei não ter levado bíquini e toalha para curtir um pouco mais aquele lugar tão gostoso (logo eu que adoro praia!). Ah, mas pelo menos eu molhei os pés no mar...e a água nem estava fria.





Saint Tropez merecia um pouco mais de tempo, não só para curtir a praia, mas também para explorar as ruazinhas tranquilas e afastadas da marina, onde os moradores seguem a sua rotina de vida alheios ao vai e vem dos turistas que vem conhecer o seu lado glamouroso. Fica para a próxima visita...




Ramatuelle é uma gracinha de cidade encarapitada no alto da montanha há poucos quilômetros de Saint Tropez e com uma vista deslumbrante do Mar Mediterrâneo. Pequena, charmosa, um emaranhado de ruazinhas estreitas que mais parece um labirinto. Eu seria capaz de passar o dia todo perambulando por lá, tirando fotos de portas e janelas antigas e admirando a vista.

Aliás fotografar portas e janelas antigas é uma das minhas paixões; depois eu faço um post para dividir com vocês os meus achados ao longo dos últimos anos. Mas por agora fiquem com algumas imagens dessa pequena jóia do Mediterrâneo...









 
 
 
Bem pertinho de Ramatuelle fica Gassin, mais uma cidadezinha linda com vista para os vinhedos e o mar.
 
 
Chegamos lá no final do dia e encontramos poucos turistas. Difícil acreditar que estávamos tão perto de Saint Tropez e todo aquele movimento…As casas são todas enfeitadas com vasos de flor e jardins, um encanto, tudo perfeitinho.
 
 



 
 
 
Faltou conhecer a vizinha Grimaud que também parece ser lindinha, mas estávamos tão cansados que decidimos guardá-la para uma próxima visita com mais tempo e disposição.