quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O centro histórico de Avignon é  todo murado e vários portões dão acesso ao coração da cidade.

 
Avignon foi residência dos papas entre os anos de 1309 a 1377, e a principal atração é justamente o Palácio dos Papas, que foi construído entre os anos de 1334 e 1348. O palácio é muito bem preservado e para quem gosta de museus e de história vale a pena reservar pelo menos 1 hora para visitar com  calma todos os ambientes, acompanhando as explicações do ótimo áudio incluído no preço do ingresso (eu fiquei mais de 2 horas).
 
 

 
 
A arquitetura dos prédios é rica em detalhes…
 
 
 
 
...e apesar de que só restam quatro dos vinte e dois arcos originais a famosa Ponte San Bénezet ainda é muito visitada.
 
 
 
Arles foi uma importante província Romana e preserva muito bem o seu passado, principalmente o Anfiteatro (ou arena) construído no ano I D.C., e que até hoje é palco de touradas, concertos e festivais. Me senti como se estivesse num mini Coliseu...
 
 

 


Van Gogh mudou-se de Paris para Arles em 1888, e lá encontrou inspiração para pintar alguns de seus famosos quadros, como “Quarto em Arles” e “A Casa Amarela”.

File:Van Gogh - Das gelbe Haus (Vincents Haus)2.jpeg
 
 
File:VanGogh Bedroom Arles1.jpg
 
 
As construções de Le Baux de Provence são rústicas e parecem ser uma continuação das rochas que as sustentam. A cidade é pequena mas cheia de cantinhos que pedem para ser fotografados.
 




 
Saint Rémy de Provence parece uma cidade cenográfica, tudo enfeitadinho, portas e janelas coloridas, flores por todos os lados.
 
 

 



 
 
Uma pena que esse restaurante estava fechado, pois a decoração era muito legal (minha foto não ficou muito boa porque eu tirei através da porta de vidro). Tenho que voltar lá um dia para provar a comida…
 


 

 
É em Saint Rémy que fica a Clinique de Saint Paul, onde Van Gogh foi internado quando cortou parte da própria orelha.
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 9 de outubro de 2012



Quando estávamos chegando em Saint Tropez ficamos presos num engarrafamento no trânsito e demoramos praticamente 1 hora para vencer menos de 10 Km.  Fiquei surpresa afinal era Setembro e achei que passado o movimento do verão a cidade estaria mais calma. Com uma boa dose de paciência finalmente conseguimos deixar o carro num estacionamento e sair para conhecer um pouco do pequeno vilarejo que Brigitte Bardot tornou internacionalmente conhecido e que hoje é destino de ricos e famosos.

Há muito glamour nos iates luxuosos ancorados na marina e nas lojas de griffes famosas espremidas nas ruazinhas estreitas, mas também há uma elegância sutil, que se faz notar nas mansões antigas com muros altos, protejendo os seus moradores das hordas de turistas que invadem a cidade diariamente.
 
 
 
 


O dia que havia começado meio nublado foi ficando ensolarado e esse foi o convite para darmos uma espiada nas badaladas praias.

A praia de Pampelonne é longa, cheia de bares e restaurantes, mas também tem lugar para quem quer simplesmente estender a toalha na areia e relaxar. A água tem uma bela cor azul-turquesa e lamentei não ter levado bíquini e toalha para curtir um pouco mais aquele lugar tão gostoso (logo eu que adoro praia!). Ah, mas pelo menos eu molhei os pés no mar...e a água nem estava fria.





Saint Tropez merecia um pouco mais de tempo, não só para curtir a praia, mas também para explorar as ruazinhas tranquilas e afastadas da marina, onde os moradores seguem a sua rotina de vida alheios ao vai e vem dos turistas que vem conhecer o seu lado glamouroso. Fica para a próxima visita...




Ramatuelle é uma gracinha de cidade encarapitada no alto da montanha há poucos quilômetros de Saint Tropez e com uma vista deslumbrante do Mar Mediterrâneo. Pequena, charmosa, um emaranhado de ruazinhas estreitas que mais parece um labirinto. Eu seria capaz de passar o dia todo perambulando por lá, tirando fotos de portas e janelas antigas e admirando a vista.

Aliás fotografar portas e janelas antigas é uma das minhas paixões; depois eu faço um post para dividir com vocês os meus achados ao longo dos últimos anos. Mas por agora fiquem com algumas imagens dessa pequena jóia do Mediterrâneo...









 
 
 
Bem pertinho de Ramatuelle fica Gassin, mais uma cidadezinha linda com vista para os vinhedos e o mar.
 
 
Chegamos lá no final do dia e encontramos poucos turistas. Difícil acreditar que estávamos tão perto de Saint Tropez e todo aquele movimento…As casas são todas enfeitadas com vasos de flor e jardins, um encanto, tudo perfeitinho.
 
 



 
 
 
Faltou conhecer a vizinha Grimaud que também parece ser lindinha, mas estávamos tão cansados que decidimos guardá-la para uma próxima visita com mais tempo e disposição.  

 
 
 
 
 
 
 


 
 

“Ricos são voces, eu sou é chic!” Frase da Radical Chic que um amigo muito querido me mandou. Adorei! A vida é curta e temos que aproveitar cada um dos pequenos prazeres que ela nos oferece.
Bem pertinho de Gordes fica a Abadia de Senanque, que é um dos mais famosos cartões postais da Provence, emoldurada pelas plantações de lavanda. Infelizmente a minha foto não ficou tão bonita pois estivemos por lá no início de Setembro e as flores já tinham sido colhidas. Mas prometi para mim mesma que um dia eu volto para ver tudo florido...



De Senanque seguimos para Fontaine de Vaucluse, que é cortada pelo Rio Sorgue. A água do rio é totalmente transparente, mas como o fundo é coberto por uma farta vegetação a gente tem a impressão de que a água é verde.

A correnteza do rio é bem forte e muita gente faz canoagem. Optamos por um passeio mais relax, que incluiu um almoço num dos restaurantes localizados à beira do rio. Água sempre exerce um fascínio sobre mim e eu fiquei por um bom tempo observando a correnteza e os patinhos que se mantém em forma nadando contra a correnteza.





No caminho de volta para o estacionamento passamos em frente a uma casa e tive que tirar uma foto desse gato. Fiquei imaginando a dona da casa tentando descobrir por que motivo nenhuma planta cresce naquele vaso...



domingo, 7 de outubro de 2012

Pelas estradinhas da Provence

Caimos na estrada para começar a explorar as cidadezinhas da Provence descritas nos livros do Peter Mayle e tantos outros escritores e pintores que se apaixonaram pela região.
 
Chegamos a Lourmarin em dia de feira e na rua principal haviam várias barraquinhas vendendo carnes frescas, queijos, frutas e verduras, temperos e chás. Tudo tão simples mas arranjado de uma forma tão bonita que parecia arte.
 
Lourmarin vista da estrada
  


 


A cidade é pequena e charmosa, com vários restaurantes espalhados pelas ruelas estreitas. A maioria coloca mesinhas na calçada e alguns até invadem a rua, afinal o movimento de carros e mínimo.
Prefeitura de Lourmarin




 


 
Começamos a sentir fome e escolhemos uma mesa na calçada de um restaurante simpático. Logo após fazermos nosso pedido um gato apareceu na porta do restaurante e eu como adoradora dos felinos tive que chamá-lo para um bate papo. Ele não se fez de rogado e para minha surpresa sem nenhuma cerimônia pulou no meu colo. Se acomodou como se fossemos velhos conhecidos e deixou claro que não tinha nenhuma intenção de sair dali tão cedo.
Achei que assim que o nosso almoço fosse servido eu teria que convidá-lo a se retirar, pois certamente os aromas despertariam seu interesse. Pois eu não poderia estar mais enganada; meu novo amigo nem sequer ergueu a cabeça quando os pratos foram trazidos para mesa, e com isso ele conquistou o direito de passar o resto do almoço literalmente esparramado no meu colo.
 
Meu amigo Miké


Continuamos o nosso passeio seguindo por estradinhas estreitas, subidas e descidas por onde cruzávamos com muitos ciclistas. Admirável o fôlego deles, as subidas certamente não são para principiantes…

 

As parreiras na beira da estrada, carregadinhas de uvas só esperando para serem colhidas.





Roussillon fica sobre uma colina de argila chamada Les Ocres, em tons que vão do amarelo ao marrom escuro. Todas as construções da cidade repetem esses tons numa harmonia que enche os olhos.
 
 
 

 
Logo na entrada da cidade há um parque onde dá para caminhar pela encosta e ver de perto os locais de extração da argila que origina entre outras coisas o pigmento da pintura das casas. Abrimos mão da caminhada no parque, pois não estávamos usando calçados adequados para encarar um trekking e sinceramente eu não estava com muita vontade de voltar coberta de poeira, mesmo que fosse numa cor super fashion. Ficou para a próxima visita.
 
Decidimos então nos perder pelas ruelas dessa cidadezinha colorida, tentando registrar na memória a beleza desse lugar ímpar.
 
 
 
 

 
Na estradinha de acesso à Gordes há um pequeno mirante improvisado, perfeito para observar a cidade no alto da montanha e tirar fotos.

 
 
A delicada luz do final da tarde jogava sombras nas casas de pedra e ruas de calçamento irregular, fazendo com que a cidade parecesse parada no tempo. Me encantei com esse lugar e fechamos o dia com chave de ouro.

 
 

 

 


Até o próximo post! Bonsoir!